Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 23/10/2024
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, a partir do qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, ao sair do campo literário e fazendo uma análise da atual conjuntura brasileira, nota-se a dificuldade do combate de atitudes capacitistas com pessoas que possuem deficiência. Com isso, é imprescindível ressaltar que a maldade humana e a invisibilidade social contribuem para a promoção dessa problemática.
Em princípio, um dos fatores que colaboram para esse cenário é a maldade humana. Nesse sentido, Thomas Hobbes entendia que a maldade seria uma condição inata do indivíduo e, intuitivamente, conduziria suas atitudes na sociedade. Portanto, o indivíduo que pratica tal preconceito, se intitula como superior, haja vista a falta de empatia com pessoas que possuem deficiências. Logo, enquanto o pensamento de maldade for uma regra, o capacitismo perpetuará na sociedade.
Paralelo a isso, a invisibilidade social ocasiona a falta de inclusão e acessibilidade. Nessa lógica, a filósofa Simone de Beauvoir desenvolveu o conceito de Invisibilidade Social, que diz respeito a indiferença crônica sofrida por determinados grupos marginalizados. Desse modo, a condição sofrida por pessoas que possuem deficiências é tratado com indiferença, ou seja, essas condições são invisibilidos, uma vez que a falta de debates públicos sobre essa temática, contribuem para esse problema.
Em virtude desses fatos, torna-se essencial mitigar os obstáculos ligados ao capacitismo. Nesse viés, compete ao Ministério Público, que tem o dever de incentivar o bem estar social, tanto implementar leis que criminalizam essa prática, quanto promover debates para a conscientização. Essas ações estratégicas executavas por meio de planos governamentais, visam promover a paz e o respeito mútuo. Assim, almeja se que a idealização de amore se realize.