Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 01/11/2024
Em “A lógica do pior”, Clément Rosset afirma que o ser humano se confronta com o pior de maneira recorrente. De fato, isso é visível quando se trata do capacitismo em relação à pessoas com deficiência, sendo, para aqueles que sofrem deste mal, a pior situação possível, visto que comumente estes são vítimas de preconceitos. Nessa perspectiva, é nítido um delicado problema, que resulta da sensação de superioridade e da ineficiência governamental.
Sob esse viés, a crença de um indíviduo de que ele é melhor que o seu próximo é um entrave que tange ao problema. George Orwell diz que “todos os seres humanos são iguais, porém alguns são mais iguais que os outros”. Esta afirmação explica-se na presença do preconceito existente na sociedade, pois as pessoas que se acham superiores àquelas que possuem algum tipo de condição especial, não enxergam a igualdade dos indivíduos e agem de forma preconceituosa, o que gera a exclusão destas no meio social. Com isso, os que são considerados diferentes pela sociedade se tornam inseguros, têm dificuldades para serem incluídos e viverem uma vida normal, seja no âmbito social ou profissional.
Além disso, a ineficiência governamental é outro ponto relevante que influencia nesta questão. Para o filósofo Marco Túlio Cícero, “o maior estímulo para cometer faltas é a esperança da falta de impunidade”, e esta declaração é nítida quando se refere ao capacitismo. Embora haja uma lei que aplique multa ou reclusão de 1 a 3 anos para aquele que age de forma discriminatória, estas penalidades nem sempre são realmente aplicadas, o que faz com que o preconceituoso não tenha receio de agir desta forma, pois sabe que não haverá consequências. Assim, as pessoas com deficiência sofrem cada vez mais por esse crime e podem deixar até de frequentar determinados lugares públicos, para evitarem este tipo de situação.
Portanto, é imprescindível intervir sobre o problema. O governo deve criar campanhas e oferecer palestras, através das mídias e escolas, a fim de conscientizar a população da importância da inclusão social, independente se o indivíduo possui ou não algum tipo de deficiência, provocando a empatia do interlocutor. Dessa forma, será menos recorrente que o ser humano se confronte com o pior.