Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 21/05/2025
Observa-se que, de maneira análoga às rochas sedimentares que se consolidam ao longo do tempo por meio de pequenos processos de solidificação, os caminhos para o combate ao capacitismo no Brasil, é uma questão que se instaurou lentamente por via de pequenos constituintes de um todo. Sendo assim, é válida uma análise sobre a negligência governamental e a banalização social, que são as causas que dificultam o debate sobre esse tema.
É preciso, a princípio, debater a respeito da inação estatal. Nesse contexto, o filósofo Norberto Bobbio, em sua obra “Dicionário de política”, defende que o Estado deve assegurar os direitos sociais a todos os cidadãos. Entretanto, é inegável que o poder público assume uma postura omissa em relação ao combate do capacitismo no país. Dessa forma, o governo com um método de ensino precário, de modo em que a sociedade exclue as pessoas com deficiência, pelo não aprendizado da inclusão social ao povo brasileiro. Essa exclusão gera um não pertencimento das pessoas deficientes em relação à população, despromovendo o direito à cidadania.
Além disso, é urgente discutir que, segundo Mário Sérgio Cortella, “É necessário cuidar da ética para não anestesiarmos a nossa consciência e começarmos a achar que tudo é normal”. Contrário ao pensamento do autor, parte do corpo social banaliza os desafios para o fim da inferiorização das pessoas com deficiência. Essa trivialização pode ser vista pelo fato de que os influenciadores digitais, com sua influência sobre o povo brasileiro, não ajuda na promoção da igualdade social,com poucas postagens em suas redes sociais direcionadas ao combate do capacitismo. Como efeito dessa banalização, a sociedade se mantém em um pensamento retrógrado sobre esse preconceito.
Portanto, o governo — enquanto responsável pelo bem-estar social — deve atualizar a BNCC, com a finalidade de dirimir a negligência governamental. Além disso, cabe à mídia promover campanhas educativas em redes sociais, como: Instagram e Facebook. Dessa forma, a banalização social sobre os empecilhos para o enfrentamento do capacitismo no Brasil diminui.