Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 12/06/2025
A obra litéraria “Extraordinário”, de R.J. Palacio, aborda a vida de Auggie Pullman, um menino que possui uma genética física rara, a síndrome de Treacher Collins, que causa deformidades faciais. O livro destaca sua jornada escolar, onde ele enfrenta preconceito e bullying. No contexto da sociedade brasileira, esse tipo de problemática se manifesta na crença de que pessoas sem deficiência são superiores, levando a estigmas, marginalização e a exclusão social dos deficientes, impactando sua vida diária, oportunidades e bem-estar emocional. Diante disso, torna-se essencial a adoção de medidas eficazes para o combate ao capacitismo.
Sendo assim, embora a lei de cotas e outras políticas tentem práticar a inclusão, as pessoas com deficiência enfrentam barreiras no mercado de trabalho, incluindo a falta de oportunidades e discriminação, devido a omissão governamental na falta de adaptações necessárias e a criação de estigmas por parte da sociedade. Outrossim, muitas escolas e universidades também refletem essa falta de investimento, discriminação e carência na formação de profissionais especializados, para auxiliar os necessitados, provocando um aumento na taxa de analfabetismo que é quase cinco vezes maior entre pessoas com deficiência.
Além disso, o capacitismo também se manifesta por meio de atitudes implícitas, como o preconceito, o bullying e o esteriótipo de que são incapazes e menos competentes, afetando sua saúde mental e causando diversas doenças como depressões e ansiedades, bem como o suícidio. No Brasil, estima-se que 26% das pessoas que tentaram suicídio possuiam algum tipo de deficiência ou transtorno. Outrossim, a baixa representatividade midiática, contribui para a falta de informação, aumentando a marginalização e a desconsideração a diversidade e a autonomia de pessoas com necessidades especiais.
Portanto, é fundamental promover uma educação inclusiva, afim de ensinar sobre a diversidade e a empatia, pois como diz Paulo Freire “A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades”. O Ministério da Cidadania pode financiar campanhas midiáticas que desconstruam estigmas e valorizem a diversidade funcional, além de melhorar a infrestrutura dos locais públicos, com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e igualitária.