Desafios para o combate ao capacitismo em questão no Brasil
Enviada em 22/07/2025
A série “The Good Doctor” demonstra um médico portador do espectro autista lutando para que reconheçam suas capacidades profissionais excepcionais. De maneira análoga, no que tange o reconhecimento de pessoas atípicas e deficientes, o estigma negativo permanece vigente na sociedade. Acerca disso, a não integração no mercado de trabalho e a falta de acessibilidade são desafios para combater o capacitismo no Brasil.
Nesse sentido, a exclusão dos PCDs no sistema trabalhista é essencial para o crescimento do preconceito. Diante disso, Stephen Hawking, grande físico estudioso de cosmologia foi responsável por elaborar importantes teorias sobre buracos negros, mesmo enfrentando um quadro grave de esclerose lateral amiotrófica. Sob essa perspectiva, condições de saúde peculiares não são impedimentos para a produtividade humana. Nesse contexto, a inclusão de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho é fundamental para o avanço no combate ao capacitismo.
Ademais, as estruturas não acessíveis no território brasileiro dificultam o combate ao estigma ligado as pessoas com diversidades funcionais. Em vista disso, o muro de Berlim construído em 1945 separava a Alemanha em Ocidental e Oriental, segregando também a cultura e famílias alemãs inteiras. Similarmente, a sociedade restringe o acesso a cidadania de pessoas atípicas ao não permitir o seu livre aceso às estruturas humanas. Sob esse viés, é evidente o tratamento inadequado destinado aos PCDs, ao torná-los indivíduos secundarizados na construção social brasileira.
Portanto, para combater o capacitismo no Brasil, o Ministério do Trabalho e Emprego deve incentivar a integração de pessoas com deficiência no mercado trabalhista por meio de programas de adaptação e inserção laboral. Além disso, a Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, entidade responsável pelo desenvolvimento urbano integrado, necessita moldar o espaço público de modo que todos os portadores de comorbidades possam exercer o direito de ir e vir.