Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 18/10/2018

Pablo Escobar foi um importante narcotraficante da Colômbia na década de 80. Graças às suas atividades, muita cocaína chegava aos Estados Unidos, cujo consumo da droga levou Escobar ao patamar de um dos dez homens mais ricos do mundo. Consoante a essa realidade, no Brasil, o consumo de diversas drogas é intenso, sejam elas lícitas ou não, somando, cada vez mais, novos números às tristes estatísticas da quantidades de dependentes químicos, que encontram problemas para superar o vício ao depararem-se, tanto com aspectos da cultura brasileira, como com a insuficiência do estado em apoiá-los nesse desafio.

Convém ressaltar, a princípio, a forte cultura hedonista presente no brasil, onde o prazer é buscado, principalmente, por meio das bebidas alcoólicas, como se pode perceber pelas constantes propagandas de cerveja exibidas na televisão e outros meios de comunicação. Diante dessa situação, um alcoólatra, ao assistir a divulgação desse produto, voltaria sua atenção ao vício, quando precisa, justamente, concentrar-se em outras atividades. Portanto, a busca pelo prazer, na cultura brasileira foca em alvos que levam ao surgimento e manutenção de vícios, confirmando a máxima de Rousseau, com os dizeres que o homem é bom mas a sociedade o corrompe.

Paralelo à cultura, a falta de iniciativa do Governo não colabora quanto ao tratamento dos dependentes químicos. Segundo Emmanuel Fortes, membro do Conselho Federal de Medicina, o Brasil está vivendo uma epidemia das drogas, sendo assim, é possível concluir que a produção, ou a entrada de entorpecentes no país, seja feita em larga escala. Contudo, apesar dessas possibilidades, não há investimento suficiente para frear o contrabando nas fronteiras, ou procurar por centros de fabricação dessas substâncias em território nacional. Há, portanto, a quebra do Contrato Social de John Locke, já que o Estado não é capaz de afastar o perigo dos vícios e garantir o bem estar dos governados.

Diante dos desafios para o tratamento dos dependentes químicos, são necessárias, medidas para solucionar esse impasse. Entre elas, é de grande importância a atuação do Ministério da Cultura, capaz de promover acesso a atividades lúdicas e ao esporte nas comunidades e centros clínicos, a fim de distrair e afastar os dependentes químicos de seus entorpecentes. Ademais, torna-se imprescindível a ação do Ministério da Segurança na fiscalização das fronteiras e na busca de centros de produção no Brasil, enviando mais policiais para as divisas do país e incentivando, por meio de campanhas publicitárias, a população a denunciar possíveis locais de produção. Dessa forma, novos caminhos para o tratamento de dependentes químicos estarão abertos e a população contará com maior qualidade de vida.