Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 18/10/2018
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil impede que essa parcela da população desfrute desse direito Universal na prática. Nessa perspectiva, nota-se a política de proibição das drogas e a falta de visibilidade do assunto como desafios que devem ser superados de imediatos para que uma sociedade saudável e integrada seja alcançada.
É indubitável que, no contexto do século XX, as drogas foram amplamente incentivadas com bordão de “Sexo, drogas e Rock’n Roll”. Infelizmente, o uso dessas drogas se perpetuou até a atualidade, e muitas nações foram aprendendo a lidar com as estatísticas. Um desses exemplos foi Portugal, que segundo o portal G1, em 2001, o país descriminalizou as drogas e aumentou a oferta de tratamento para dependentes, desde então o modelo português é referência mundial, modelo contrário ao do Brasil, o qual possui desafios no tratamentos de milhares de dependentes. Cabe ao governo e aos órgãos responsáveis mudarem esse quadro, já que, a política de criminalização do uso de drogas, torna-se, indiretamente, uma ameaça à saúde pública.
Faz-se indispensável, ainda, salientar a pouca repercussão do tema como um desafio para o tratamento desses indivíduos. Sabe-se que, caso esses dependentes e suas famílias tivessem conhecimento sobre a existência de um tratamento eficaz, daria-se, então, o primeiro passo para a busca da saúde destes indivíduos. Essa situação ignóbil está relacionada à inexistência ou incipiência de políticas públicas que incentivem a busca pelo tratamento de dependentes químicos e atenuem os resultados malfazejosos dos entorpecentes para a saúde física e mental, afinal, como disse o filósofo estadunidense, Ralph Waldo, “A maior riqueza é a saúde”.
Destarte, pela observação dos aspectos analisados, faz-se necessário que o Estado, por seu caráter abarcativo, em união à Organização Mundial da Saúde (OMS), promova uma campanha, que se chamaria “Trate-se, quanto mais cedo melhor”. Nela, psicólogos e ex dependentes químicos dariam palestras em escolas e universidades e participariam de propagandas midiáticas com o intuito de informar a importância do tratamento nesses casos e o males causados pelas drogas, e, ainda, incentivar as pessoas a procurarem tratamento. Pode-se, também, haver a viabilização de verbas para a melhoria estrutural de centros de tratamento. Logo, tais pessoas poderão ser reinseridas na sociedade.