Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 19/10/2018
O tratamento de dependentes químicos no Brasil é preocupante e desafiador.Em um contexto marcado por exclusão e conduta errônea em relação aos drogados,a sociedade encontra-se fragilizada.Desse modo,cabe ao Estado intervir para reverter a persistência dessa realidade.
Em primeiro lugar,o que se nota é o grande número de dependentes químicos no Brasil,cerca de 28 milhões,segundo pesquisa feita pelo Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos,da Universidade Federal de São Paulo.Isso mostra a situação intolerável que o país enfrenta,pois esse número representa aproximadamente 14% da população brasileira que está socialmente marginalizada.
À vista disso,observa-se que o governo trata os dependentes químicos como criminosos,ao invés de classifica-los como necessitados de saúde pública,e assim,os prende e os presídios nacionais ficam cada vez mais super lotados e afirmam a exclusão dos mesmos.Nesse ínterim,países desenvolvidos como o Canadá e a Alemanha diminuíram expressivamente
o número de dependentes,percebendo o vício como doença,criaram políticas públicas que descriminalizaram o uso de drogas.Então,isso gerou impactos nas ações policias,passaram a combater o tráfico no lugar do usuário e ofereceram locais de consumo como alternativa ao tratamento e tiraram os dependentes das ruas.
De acordo com o presidente Kennedy,“mudança é a lei da vida”,portanto
medidas fazem-se necessárias para reverter o exposto.Primeiramente,cabe
aos Ministérios da Segurança Pública e Saúde criarem um projeto de triagem para os usuários de drogas,por meio de uma abordagem diferente,pautada na recuperação e suporte,a fim de oferecer tratamento às vítimas ao invés de culpa-las.Ademais,cabe ao Governo por em prática o projeto já existente de ampliação das vagas públicas em centros terapêuticos,e conscientizar a população através de recursos midiáticos para oferecer opções às famílias desoladas.Por fim,a junção desses fatores propiciará em uma legítima reversão da persistência do problema.