Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 22/10/2018

As drogas, conhecidas há milhares de anos, eram utilizadas em rituais religiosos e ocupavam, até mesmo, o centro de determinadas religiões. Entretanto, o uso de tais substâncias, atualmente, são fatores preocupantes, visto que o alto poder viciante dos entorpecentes escravizam e subtraem, inclusive, a autonomia do usuário, o que os torna em máquinas que buscam, mais e mais, o produto. Além disso, a facilidade na obtenção dos ilícitos são fatores que corroboram para o aumento do número de dependentes químicos. Dessa maneira, é evidente a necessidade da criação de políticas públicas que visem reprimir a distribuição de drogas e que auxiliem os viciados a deixarem o vício.

De acordo com dados divulgados, em 2015, pelo Ministério da Saúde (MS), cerca de 53 mil pessoas foram internadas, no Brasil, devido ao uso de drogas ilícitas. Porém, o número de adictos é, absurdamente, maior, visto que muitos vivem em situações desumanas e não têm acesso à ajuda especializada. Como exemplo, é possível citar a região da “crackolândia”, em São Paulo, no qual inúmeros usuários se aglomeram para utilizarem entorpecentes variados. Tangente à isso, há o processo de marginalização dessa camada populacional, o que perpetua o quadro de degradação no qual tais cidadãos se encontram, criando uma sociedade à parte da convencional, onde o tráfico generalizado assumiu o papel principal.

Sob esse viés, é necessário ressaltar que, a utilização de substâncias ilícitas trazem consigo, tanto prejuízos físicos, quanto psicológicos, como câncer, degradação dos neurônios e doenças infecto-contagiosas. Contudo, mesmo que queira, o usuário sente dificuldades em deixar a droga, pois quando suprimidas, geram o quadro de abstinência, que se caracteriza como um processo de desconforto extremo. Isso se dá, pois quando usadas, as drogas atuam em glândulas hormonais, induzindo a liberação de compostos que proporcionam a sensação de prazer ao dependente. Tendo como objetivo o auxílio à tal classe, houve a criação dos Centros de Apoio Psico Social (CAPS), que buscam amparar os viciados em todos os âmbitos, seja na parte médica, seja na parte psicológica.

Logo, é fundamental que a federação atue, de forma enfática, na coibição do tráfico e no auxílio aos dependentes químicos. Para isso, é crucial que haja a repressão da venda de drogas com a ampliação do contingente da polícia militar e civil de todos os estados. Outrossim, é importante a expansão dos CAPS, vislumbrando atender o maior número de pessoas, tanto os usuários, quanto seus familiares, posto que a família é essencial na recuperação dos dependentes e necessita de um fortalecimento psicológico para isso. Ademais, é essencial a criação de oportunidades de emprego para àqueles recuperados, visando incluí-los, novamente, no seio social.