Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 21/10/2018

Os dependentes químicos não teriam alcançado as oportunidades para o tratamento médico se, repetidas vezes, não tivessem tido ajuda de pessoas engajadas no trabalho social. Max Weber, sociólogo alemão, descreve bem essa ideia quando diz que a restauração da saúde física e psicológica, mas também, posteriormente, a quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de se dedicar ao tratamento de um grupo marginalizado pelos integrantes dessa mesma sociedade.

Primeiramente, o dever de restaurar a saúde física e psicológica dos dependentes químicos do Brasil está assegurado não só pelos Direitos Humanos, como também pela Constituição do Brasil. Ou seja, a partir do momento em que os dependentes químicos estão desamparados devido à falta de maiores investimentos na assistência do tratamento médico por parte dos próprios brasileiros e governo federal, os pilares de uma república são deixados de lado, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente.

Paradoxalmente, o Brasil, que é um país considerado como acolhedor pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas de inclusão social, mas também eficiência na restauração da saúde dos brasileiros relacionada a erradicação das doenças, deixa a desejar no que se refere ao tratamento afinco dos dependentes químicos do país, tendo em vista que, segundo os dados do Ministério da Saúde, nos últimos sete anos está havendo um decréscimo no número de intervenções por uso de drogas ilícitas no país. Ou seja, tanto o governo federal quanto os brasileiros estão tirando as atenções da dependência química e recolocando-as em outras áreas do país, que ainda não necessitam de ajuda social. Mostrando-se preocupados apenas com a quantidade de dependentes químicos e não com a eficiência completa do tratamento, haja vista que, segundo Platão, filósofo grego, “o importante não é viver, mas viver bem”.

Os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil, portanto, devem ser alcançados com a iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com psiquiatras, psicólogos e as famílias dos  dependentes químicos, de realizar a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio do convívio familiar por parte das famílias dos dependentes químicos, mas também o monitoramento psiquiatra e psicológico dos dependentes químicos para saber a real situação em que eles estão dependentes das drogas ilícitas, além da realização de trabalhos sociais com o dependente químico, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade do dependente químico próximo dele mesmo autorizar a intervenção médica para que ele possa ficar independente das drogas ilícitas.