Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 21/10/2018

A história da droga escrita em um outro contexto

A comercialização das drogas não é um problema atual. O motivo da Guerra Anglo-Chinesa, no século XIX, foi a transação ilegal do ópio pela Grã-Bretanha para a China. Atualmente, o que se passa no Brasil não é muito diferente do que ocorreu há um século. Assim, um dos grandes desafios do país é o combate à maconha e cocaína, duas entre as drogas mais consumidas no Brasil.

Segundo o relatório contra Drogas e Crimes - escrito pelo Escritório da Organização das Nações Unidas, o Brasil se tornou o centro de distribuição da cocaína que vem da Colômbia e Bolívia. Existe a fiscalização do tráfico de drogas nas fronteiras, porém, estas são burladas. Uma vez que o dependente químico, o qual não têm capacidade para pensar racionalmente, faz de tudo para obter o produto, quem realiza o comércio também não mede esforços para fraudar a fiscalização. Logo, é necessário cortar o problema pela raiz, pois, tentar resolver somente o último estágio, que é a dependência avançada, não está sendo o suficiente.

O trabalho das clínicas e ONGs - Organizações não Governamentais, são de extrema importância para a saúde pública, assim como a vigilância de combate as drogas. Enquanto os médicos, psicólogos e psiquiatras trabalham com a questão física e mental dos consumidores, a União deve elaborar melhor a segurança nas fronteiras. O problema das drogas é como se fosse uma pirâmide, que deve ser destruída. Os usuários são a ponta dela, a qual já está sendo combatida, e a base é a circulação dessas substâncias viciantes em território brasileiro, que não estão sendo barradas devidamente, por causa da fraca segurança. Durante o tempo que a pirâmide permanecer “em pé”, índices de assassinato, roubo e doenças causadas pelo uso excessivo de drogas, como convulsão e ataque epiléptico, continuarão aumentando.

Diante do exposto, a forma mais eficaz para combater o tráfico de drogas e consequente acabar com os efeitos da mesma, é por meio do trabalho mutuo entre os órgãos de segurança do Brasil e dos países vizinhos, Bolívia e Colômbia. Os órgãos judiciário, legislativo e executivo brasileiros junto com os mesmos dos países boliviano e colombiano devem criar uma lei de proteção internacional. Nesse regulamento estará previsto o fortalecimento da segurança nas fronteiras, tanto do lado brasileiro como no lado dos países estrangeiros; outra exigência será a fiscalização da circulação de drogas, dentro desses países que legalizaram o uso, proibindo o comércio com o Brasil. Somente assim, o bem-estar nacional e social será alcançado.