Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 22/10/2018

A Constituição Federal de 1988 garante à todo cidadão o direito à moradia, assistência e à saúde. Porém, nota-se que tais garantias mostram-se ineficientes com o crescimento do número de dependentes químicos sem a devida assistência por obstáculos presentes na sociedade brasileira. Isso se evidencia não somente pela negligência governamental, mas também pela falta de apoio familiar.

Em primeira análise, é importante ressaltar a falta de políticas públicas no que tange o tratamento de usuários de drogas. Segundo o portal G1, nos últimos anos houve forte crescimento do número de alcoólatras no Brasil, entretanto, infelizmente esse dado não acompanhou a taxa de pessoas em tratamento por omissão do governo. Logo, é inaceitável que com os altos tributos pagos, não haja um retorno esperado, prejudicando ainda mais a problemática, condenando principalmente os mais pobres.

Além disso, a marginalização do dependente há décadas dificulta as melhorias. Sem o apoio familiar, dificilmente o usuário terá consciência da importância e necessidade de um tratamento. Um exemplo disso é o aumento do número de moradores de rua nos principais centros urbanos. Visto que, um ambiente que foi construído para servir de suporte a todos os membros familiares, mostra-se cada vez menos coletivo e ainda mais individualista.

A fim de solucionar esse empasse, é necessária a mobilização de certos agentes implicados na melhoria do tratamento de dependentes químicos. Portanto, o Ministério da Saúde deve ampliar a assistência à esse indivíduo, por meio das Clínicas da Família, com uma atenção mais intimista, localizando o problema e trabalhando desde casos mais simples, com o gerenciamento de grupos de ajuda, até pacientes mais graves, por meio do encaminhamento para possíveis internações. Espera-se, com isso, a queda do número de usuários.