Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 20/10/2018
A Guerra do Ópio foi um conflito entre Inglaterra e China, que teve como premissa inicial o grande número de chineses que eram usuários da droga. Paralelamente, no Brasil, vive-se o constante combate ao crescimento de dependentes químicos devido à falta de políticas públicas efetivas de proibição e carência do ensino moral sobre os prejuízos das drogas nas escolas.
Em primeiro plano, nota-se que há grande descaso do Estado em relação ao tratamento dos que sofrem com o problema da droga. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de habitantes da Cracolândia, bairro de São Paulo destinado principalmente para o fumo de “crack”, tem aumentado 3% anualmente. Dessa forma, o crescente número de usuários, somado à falta de políticas efetivas de combate à droga e tratamento de dependentes químicos, tende a perpetuar a atual problemática.
Além disso, tem-se priorizado a criação de leis de proibição em detrimento da educação nas escolas sobre os malefícios do narcótico. De acordo com o filósofo Foucalt, a moralidade apresenta-se mais eficaz para a mudança de atitudes do que a coerção estatal, uma vez que a primeira atua na consciência do indivíduo. Dessa forma, trabalha-se na prevenção do problema, evitando, assim, que os efeitos causados pelo consumo dessas substâncias, como a incapacidade cognitiva e insuficiência motora, não sejam alastrados pela sociedade.
Diante do exposto, percebe-se, portanto, que o uso de drogas é um problema de saúde pública que deve ser combatido. Logo, impende que o Ministério da Saúde deve democratizar o acesso ao tratamento por meio da criação de postos de saúde em locais com alta taxa de dependentes químicos, nos quais haverá o acolhimento gratuito e um fornecimento de ajudas financeiras para a família do paciente. A Base Nacional Comum Curricular, por sua vez, deve criar uma matéria específica sobre os problemas que o uso de drogas traz ao organismo humano e à sociedade. Dessa forma, o Brasil tenderá a diminuir seus índices de dependentes e progredirá para o desenvolvimento social.