Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 21/10/2018

Cada vez mais, governos e sociedades em todo o mundo concluem que a prioridade é desintoxicar, tratar e auxiliar os dependentes químicos a voltarem ao convívio social. Entretanto, além das dificuldades de recuperação dos dependentes químicos, o Brasil convive hoje com uma rede de tratamento para viciados pequena, precária e com profissionais pouco qualificados.

Em primeira instância, deve-se ressaltar que o atendimento público geralmente tem estrutura deficiente, é particularmente desaparelhado e as filas são longas. Durante o período de espera, muitos dependentes desistem e voltam ao uso da droga. A rede de atendimento público é insuficiente para atender à demanda que, infelizmente, é crescente.

Outro problema detectado é a falta de preparo de profissionais para lidar com o dependente químico. Segundo o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, o maior impeditivo para a expansão da rede de atendimento público é a falta de profissionais preparados - psiquiatras, psicólogos, terapeutas, enfermeiros – para trabalhar nas unidades.

Portanto, fica evidente que os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil são um problema a ser resolvido. Assim, o Ministério da Saúde deve investir, sem contingenciamento de recursos, nos já existentes Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), para que estes atendam um número maior de usuários. Além disso, o Ministério da Educação, deve aumentar as vagas disponíveis nos cursos de graduação na área de saúde e criar nesses cursos uma disciplina voltada para o cuidado do usuário de drogas. Só assim, a rede de tratamento público será ampliada e contará com profissionais qualificados.