Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 22/10/2018
O ópio, de origem asiática, é uma das drogas mais antigas da história. Tal substância tem efeito semelhante ao da cocaína, e se popularizou no Brasil durante o período colonial. Nesse meio, na República Velha houve a proibição de sua circulação, em virtude dos males causados ao organismo. Hodiernamente, existem inúmeras substâncias químicas no Brasil, tanto lícitas como ilícitas, ambas trazem prejuízos à saúde do usuário e aos cofres públicos, dessa forma surgem desafios para o tratamento de dependentes químicos, que vão desde a fiscalização até os cuidados hospitalares.
Nesse contexto, vale ressaltar que o Brasil não tem uma política aberta à drogas, portanto existe uma abordagem ostensiva por todo o território, gerando enormes gastos ao governo. De acordo com a revista Exame, o orçamento para a segurança pública no estado do Rio de Janeiro foi de R$ 11,6 bilhões em 2016. Apesar desse gasto colossal, é inviável adotar uma política liberal em relação à drogas, pois haveria um uso abusivo de substâncias que viciam e adoecem o ser humano. Dessa forma, as clínicas de tratamento não teriam preparo e condições de receber um contingente potencialmente maior.
Além do mais, o processo de reabilitação do dependente químico não é simples nem barato. Em suma, envolve a internação espontânea ou obrigatória, o uso de medicamentos fortes e sessões com psicólogos e psiquiatras. Tal tratamento é feito no Brasil, em sua maioria, por clínicas privadas financiadas pelo governo. De acordo com o Diário de Pernambuco, o governo federal investiu R$ 87,3 milhões em contratações de entidades privadas que acolham pessoas que sofrem com a dependência de álcool e outras drogas. Entretanto, existem entidades como a “Alcoólicos Anônimos”, sem fins lucrativos, a qual faz um tratamento mais leve, ou seja, sem internação.
Portanto, em virtude dos fatos supracitados, fica nítido que medidas devem ser tomadas para a questão do tratamento de dependentes químicos no Brasil. Primeiramente, cabe ao Ministério da Segurança Pública aumentar a fiscalização nas fronteiras de maior fluxo de entorpecentes, por meio de contratações de agentes federais, dessa forma diminuindo a entrada de drogas no País. Segundamente, é dever das clínicas de reabilitação acompanharem o período pós tratamento, garantindo que os recuperados trabalhem e não voltem a usar substâncias prejudiciais, isso pode ser feito por meio de contratos pré estabelecidos com empresas, assim essas pessoas poderão ser inclusas no mercado de trabalho e retomar suas vidas.