Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 22/10/2018
Desde o iluminismo, evidenciou-se que a mobilização entre os indivíduos, em relação ao problema enfrentados por cada um, promove o progresso social. Entretanto, quando se observa a luta contra a volta de doenças já controladas no país, é constatado que os ideais iluministas não acontecem na prática. Nesse contexto, não há dúvidas de que o reaparecimento de doenças erradicadas é um desafio no Brasil, o qual ocorre devido à negligência do governo, mas também pela falta de saneamento básico.
Convém ressaltar que, embora a Constituição Federal garanta o direito à saúde, a realidade é justamente o oposto. Segundo o site Fortíssima, somente no estado de São Paulo, a Gripe A registrou 157 infectados durante o primeiro trimestre de 2016. Logo, é verificado que os princípios constitucionais encontram-se deturpados à medida que o Governo não assegura a prevenção de doenças, bem como não impõe a obrigatoriedade da vacina, fazendo a população padecer por conta de irresponsabilidade das autoridades e de uma pequena minoria que não se vacinam.
Outrossim, evidencia-se a ausência de saneamento básico como impulsionador para o problema. Consoante o filósofo Rousseau, o homem é produto do meio em que vive. Nesse cenário, um ambiente com carência em água potável, coleta de lixo e tratamento de esgoto corrobora para o aparecimento de doenças já controladas, uma vez que esses locais é aonde vírus e bactérias se proliferam, como a dengue. Dessa forma, uma mudança nesse cenário é imprescindível para ultrapassar as barreiras que regem essa problemática, pois, de acordo com a Vigilância Sanitária, um local higiênico é essencial para combater o foco de vetores.
Mediante o exposto, fica claro que medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Portanto, cabe às autoridades disponibilizar 5% das verbas arrecadadas com o PIB para o Ministério das Cidades poder investir em saneamento básico, por meio de incentivos de parcerias públicas privadas para diminuir os custos e atender a todos, com finalidade de acabar com a precariedade sanitária, consecutivamente, cessar com locais de propagação de epidemias. Assim, o reaparecimento de doenças controladas será atenuado, fazendo valer os princípios iluministas.