Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 22/10/2018

“As drogas me deram asas para voar, depois me tiraram o céu”. A frase de Jhon Lennon mostra que as drogas após o efeito, que por ele, considerado bom é algo que nos causa diversos males. Cada vez mais a dependência química tem crescido no Brasil, o que torna necessário uma análise sobre a questão. Em uma análise ainda mais específica cabe criticar a precariedade do sistema de saúde como também a visão preconcebida que a sociedade tem desses usuários.

Inicialmente, para que a sociedade possa estar livres dos males que a dependência química provoca, é preciso que todo cidadão brasileiro tenha o direito de tratar de sua dependência em um hospital público. Esse direito visivelmente não é garantido, pois observa-se no dia a dia a precariedade dos hospitais públicos e de clínicas públicas, que contam com filas enormes e falta de profissionais.

Noutra análise, a ausência de debates e discussões sobre o tema, acarreta numa visão errônea sobre os dependentes químicos. A grande massa da sociedade não procura entender como aquela pessoa acabou naquela situação de dependência. Isso além de dificultar o tratamento, ou impossibilitá-lo, pela falta de apoio ao usuário ou porque a sociedade o julga, leva a uma alienação da sociedade como um todo.

Portanto, para alterar esse cenário, a OMS (Organização Mundial da Saúde), em parceria com o Senad (Secretaria Nacional de Política sobre Drogas), deve promover reformas nos hospitais e clínicas de reabilitação para que o dependente químico tenha seu atendimento adequado, levando em consideração, também, uma reabilitação social e profissional. Além disso, é preciso que órgãos, sejam eles governamentais ou não governamentais, promovam campanhas para conscientizar a sociedade de que essas pessoas são como todas as outras e apenas precisam de um tratamento. Assim o dependente químico poderá voltar à sociedade e construir uma nova vida, livre dos males que atormentavam Jhon Lennon.