Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 28/10/2018
Em um dos filmes mais ilustres da fantasia intitulado ‘‘Harry Potter’’, é decorrente a dependência de alguns personagens em porções produzidas por eles e que os confere poderes mágicos. Fora do cinema, o uso abusivo de drogas lícitas e ilícitas cresce cada vez mais no Brasil, desacompanhado da reinserção do dependente e, sobretudo, da garantia da sua cidadania. Nessa perspectiva, encontram-se obstáculos para solucionar o impasse. Seja pelo descaso governamental, seja pelo progressivo e insistente preconceito segregador.
Em primeira análise, as tentativas de controle de usuários de entorpecentes pelo governo são, em boa parte, coercitivas. Dessa forma, o direcionamento de verbas volta-se para o combate ostensivo do tráfico, gerando insuficiência de recursos(como: profissionais, medicamentos e centros de recuperação) destinados ao tratamento terapêutico. Com isso, o Estado falha na garantia do bem comum, assegurado pela Constituição, já que, os dependentes, além de muitas vezes não possuírem o apoio da família, são também desamparados pela União.
Acresça isso o fato de que, o insistente preconceito relativo à dependentes, aumenta o processo de marginalização desses. Diante disso, a discriminação contra usuários, reflete o pensamento errôneo da sociedade diante desses, que facilmente são tidos como criminosos. Consoante a perspectiva de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma democracia dispõem da mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Assim, modificações nos valores do meio social é indubitável para diminuir o problema.
Portanto, diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Cabe ao Estado, juntamente com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas(Senad),promover um redirecionamento de verbas destinadas à comunidades terapêuticas públicas, que resgatem com profissionais adequados usuários de drogas das ruas de forma pacífica, conduzindo-os a tais centros e conferindo-lhes tratamentos necessários. Além disso, cabe às escolas promover debates acerca do uso de entorpecentes e seus riscos, além de combater a discriminação contra esses, conscientizando os alunos. Apenas assim, os desafios para o tratamento de dependentes químicos seriam combatidos.