Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 24/10/2018
No Brasil, quando a temática das drogas é abordada, muitas vezes, os principais tópicos estão relacionados ao combate delas e a prisão dos responsáveis pela sua comercialização. Nesse contexto, uma questão bastante pertinente a ser debatida, é como lidar com os dependentes químicos. Logo, que existem diversos desafios para providenciar tratamento para os viciados nessas substâncias e também no álcool, como os elevados gastos no enfrentamento do tráfico e o preconceito, presente em algumas parcelas da população, em relação as pessoas que se encontram em tal condição.
Inicialmente, a atual maneira de lidar com o uso e a venda ilegal de narcóticos no contexto brasileiro é obsoleta. Em outras palavras, muitos recursos são empregados para reprimir a presença desses entorpecentes na sociedade, além dos gastos na prisão de traficantes e na manutenção deles nas penitenciárias, algo que gera custos elevados para o Estado. E algumas consequências dessas ações são a superlotação dos presídios e a contínua degradação da situação dos dependentes químicos, na qual alguns perdem tudo e acabam morando nas ruas ou, até mesmo, chegam ao óbito.
Do mesmo modo, outro entrave para que seja implementado procedimentos de reabilitação para esses indivíduos é a exclusão social. Isto é, na perspectiva de algumas pessoas, os indivíduos que abusam de substâncias se encontram naquela condição por decisão própria e não é dever do Estado fornecer tratamento. Contudo, este é um pensamento equivocado perpetuante de preconceitos, logo que fatores externos podem ser gatilhos para o início do vício, como adversidades no trabalho ou na vida pessoal, por exemplo.
A fim de tratar os dependentes químicos no Brasil, visando a recuperação desses indivíduos, é necessária a criação de políticas públicas. O governo, por meio dessa ação, protegerá essas pessoas na sua condição de vulnerabilidade e o tratamento poderá ser realizado no sistema de saúde. E com essas medidas espera-se que elas reintegrem o convívio social.