Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 31/10/2018
Segundo o ex-presidente sul africano e ativista político Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. No entanto, os usuários de drogas, além de muitas vezes sofrerem com maus tratos durante a reabilitação, também raramente o tratamento é pautado no ensino educacional dos indivíduos no Brasil. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para a redução dessa problemática.
De acordo com uma publicação do portal de notícias G1, três clínicas para dependentes químicos foram fechadas no Rio Grande do Sul, após serem denunciadas por tortura contra seus pacientes. Ocorrências como esta são recorrentes no país, o que torna a reabilitação do indivíduo ainda mais difícil, por conta do preconceito no local que deveria ampará-lo.
Além disso, em contramão dos pensamentos do ex-presidente sul africano, raramente há instituições especializadas no tratamento de usuários de drogas que estimulam a educação dos pacientes, segundo uma reportagem do canal televisivo Globo News. Isso, em diversos casos, dificulta a vida dos indivíduos, tendo em vista que, após superarem essa adversidade, muitas vezes retornam aos entorpecentes, por conta da baixa escolaridade.
Desse modo, para seguir o ideal de Nelson Mandela e reduzir o número de casos relacionados a esse problema, o governo federal não só deve continuar fiscalizando as clínicas de reabilitação para evitar casos de maus tratos, mas também por meio do Ministério da Saúde, pode estimular o acesso à educação aos dependentes químicos, através de cursos profissionalizantes, como o Pronatec, a fim de inseri-los no mercado de trabalho. Essa atitude, consequentemente, permitiria uma maior ressocialização dessas pessoas na sociedade.