Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 07/12/2018
O filólogo alemão Friedrich Nietzsche, em suas obras apontou que o uso de entorpecentes (de qualquer natureza), são meios usados para tentar aliviar as tensões impostas pela vida. Observando o cidadão comum brasileiro, este é sujeito à inúmeras barreiras econômicas,políticas e sociais. A reflexão de Nietzsche faz-se muito coerente em nossa realidade.
Muitos brasileiros vivem em um cenário de total desamparo e sem qualquer expectativa de ascensão. Esse ambiente no qual certas camadas vivem são propícios à busca por drogas como uma tentativa de fuga da dura realidade na qual vivem. Por isso antes de mais nada, é preciso investir em programas de apoio para a população mais carente, aonde o governo apoiaria o ingresso delas no mercado de trabalho assim, concedendo maior autonomia para essas camadas assoladas pelo desemprego.
Outro problema a ser considerado é a situação do tráfico hoje. O comercio de drogas (principalmente o da maconha), permitem aos chefes do comércio ilegal quantidades imensas de lucro, consequentemente dificultando o combate ao tráfico; contudo, um combate indireto é possível. Como visto nos textos acima, um país subdesenvolvido não tem condições de financia um combate efetivo ao consumo e à comercialização, mas ao legalizar ambos, o tráfico perderá sua maior fonte de lucro, além de poder regulamentar seu consumo e a fabricação, é um excelente meio de combater o tráfico.
O último grande problema a considerar é os dependentes químicos. O doutor Drauzio Varela em uma palestra aponta que o foco dos hospitais brasileiros é a cura e resolução imediata e não a prevenção. Considerando que o estado propõe fornecer saúde gratuita para todos os brasileiros o financiamento nessas condições é insustentável.
Hoje tanto o indivíduo que é dependente químico, quanto o tráfico é indiretamente financiado pelo estado, devido as falhas e brechas criadas. Por isso é de crucial importância atacar nas raízes do problema para ocorrer melhorias de curto e médio prazo em relação ás drogas no Brasil.