Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 13/03/2019
Inércia
Se na física a Lei da Inércia enuncia que é necessária uma força externa para iniciar o movimento, no que tange a questão da dependência química a situação não é diferente. Isso porque essa grave problemática envolve forças individuais, familiares e nacionais. Esse conjunto de forças é extremamente relevante para que cada vez mais pessoas vençam esse desafio.
Primeiramente, é necessário analisar que a principal adversidade é o problema de querer sempre aquela felicidade temporária que esses químicos trazem. Esse tipo de sentimento seria classificado com líquido, não há uma forma constante e passa rápido demais, isso pela lógica do sociólogo Bauman. O contratempo para essas pessoas é tentar esquecer esse sentimento de satisfação que esse produto traz.
Além disso, a forma como as famílias reagem quando descobrem que alguém está dependente químico é importante. Isso em razão da possibilidade de afastar ou aproximar a pessoa em questão de um diálogo e até mesmo de um tratamento. Como por exemplo, um adolecente que se torna usuário de drogas, se os parentes ao descobrirem o auxiliarem ele terá muito mais chances de tratamento rápido e eficaz.
Também é importante mencionar que o país sofre muito com esse cenário, principalmente na economia, na saúde e na segurança. A economia sofre com a perda de mão de obra qualificada. A saúde cada vez tem pessoas mais doentes. Na segurança os criminosos se aproveitam da fragilidade dos dependentes e utilizam para ganhar muito dinheiro, nesse caso é tráfico de drogas.
Dessa forma, uma das maneiras de intervir nesse grave problema é o Ministério da Saúde investir em mais em postos de reabilitação, formar médicos especializados nesse tipo de caso e investir em mais publicidades contra as drogas. Assim, apenas com uma força não nula atuando será possível que exista de fato um movimento diferente nesse sentido.