Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 21/02/2019
A lei 11.343 institui o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (SISNAD) e prescreve medidas para a prevenção do uso indevido de drogas, atenção e reinserção social de usuários e dependentes químicos, além de definir crimes e dar outras providências. Instaurado em 2006, a lei atenta para questões como o tratamento de dependentes químicos, no entanto o Brasil ainda enfrenta desafios nesse tópico.
Segundo o site G1 de notícias ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar dependente químico, um número alarmante e reflexo da ausência de políticas públicas eficientes para combater as drogas e tratar dependentes e indivíduos em situação de risco que reafirma a necessidade de uma política eficiente.
O país possui hoje uma rede de tratamento pequena e precária, com profissionais pouco qualificados. A falta de regulamentação dos procedimentos de clínicas para tratamento e de apoio público, a estrutura insuficiente e a ausência de fiscalização que deveria ser feita pela SISNAD e pelo Ministério da Justiça, constituem os principais desafios para o objetivo de um tratamento adequado e personalizado que passe por suas três etapas principais; desintoxicar, tratar e auxiliar a volta ao convívio social.
Tendo em vista os argumentos supracitados, evidencia-se a necessidade de medidas para superar esses desafios, tais como a instauração de uma regulamentação estadual para o tratamento de dependentes químicos e de equipes de Saúde da Família para prestar atendimento a aqueles que buscam tratamento, aos que não buscam atendimento, serem abordados por equipes itinerantes, como os consultórios de ruas formadas por médicos, assistentes sociais, psiquiatras, enfermeiros, psicólogos e pedagogos, com ambas as medidas vinculadas ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Por conseguinte vencer gradualmente os desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil.