Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 26/02/2019

É de conhecimento geral que a dependência química sempre existiu, primeiramente, por meio de plantas medicinais, em seguida, com uma conotação libertária que visava à luta pela liberdade, em 1964. No entanto, na sociedade contemporânea é alarmante o número de dependentes químicos e a escassez de meios para encontrar tratamento, uma vez que não há incentivo coletivo e recursos suficientes para atender a todos os usuários.

Segundoo o filósofo polonês, Zygmunt Bauman, as relações sociais da contemporaneidade são instáveis, repletas de individualismo. Pode-se relacionar essa modernidade líquida com os desafios dos dependentes químicos, já que a falta de socialização, um dos princípios da sociedade, segundo Durkheim, faz com que estes sintam-se mais isolados e em um declínio constante para a utilização de entorpecentes, dessa forma, encontram no vício um refúgio que a sociedade não oferece.

Pode-se mencionar, por exemplo, uma pesquisa realizada pela UNODC (O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes) que apresenta que mais de 10% da população brasileira possui algum tipo de dependência química. No entanto, ao procurarem ajuda podem não encontrar, já que segundo o CRATOD (Centro de recuperação de dependentes químicos) os investimentos são insuficientes para manter os centros de recuperação, visto que a demanda de pacientes é alta, mas a estrutura é escassa.

Em suma, é necessário que o Organização Mundial da Saúde, em união com o CRATOD, incentive políticas públicas que atenderão à demanda de dependentes químicos nas casas de apoio. Dessa forma, ao procurar recurso o indivíduo encontrará e não sentirá os efeitos da sociedade líquida, mas sim de uma comunidade solidária. Estes são os primeiros passos para atenuar essa realidade.