Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 24/03/2019

A saúde é um inconteste princípio para a preservação dos direitos humanos. No Brasil, diante da maior cracolândia da América Latina, a falta de tratamento para dependentes químicos corrobora para problemas sociais. Sob essa ótica, manifesta-se a necessidade de políticas públicas e educadoras a fim de atenuar a situação.

A princípio, é sabido que os indivíduos inseridos em meio a drogas, em sua maioria, não são capazes de responder por si próprios. A cracolândia é um exemplo de local onde aglomera uma multidão marginalizada que é composta principalmente por usuário de drogas. Como consequência, é uma área muito propícia para realização de atividades ilícitas além do uso de entorpecentes.

Ademais, com frequência são divulgadas matérias que explicitam a vida e família de viciados, os quais relatam terem começado com a droga mais comum e, inclusive, legal: o álcool.

É salutar frisar que, para o tratamento eficaz de dependentes são necessários a conscientização e relativismo cultural. De acordo Monteiro Lobato, um país é feito de homens e livros. Segundo ele, assim como Paulo Freire, a educação tem o poder de alterar visões e caminhos que levam à dependência química. Com isso, a redução do uso de entorpecentes pode ser remediada com medidas educadoras.

Logo, é inquestionável a urgência de políticas públicas de forma que reduza o uso de drogas. Inicialmente, é essencial que haja interferência do governo através dos Ministérios de saúde e Educação com tratamentos que combatam desde o hábito de beber, terapias com profissionais capacitados e conscientização das crianças em escolas e creches por meio de palestras. Faz-se, também, indispensável a presença da família mediante de diálogos constantes e o apoio, que é igualmente importante.