Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 30/03/2019
No filme “Cidade de Deus” uma das principais temáticas é o uso de drogas e a dependência química por parte população. Fora das telas, a realidade não é diferente, uma sociedade que sempre procurou na natureza formas de lidar com seus problemas e prazeres, e que por vezes fugiu do controle a situação. Diante disso é imperante analisar esse fenômeno em sua origem e examinar suas implicações para o corpo social.
Em primeira análise, cabe pontuar que drogas são substâncias nocivas, seja de origem natural, seja de origem sintética. Apesar de muitas pessoas assimilarem erroneamente as drogas somente às ilícitas, existem ainda as lícitas, que são de uso até mais frequente que as primeiras. Remédios, cigarros, bebidas, entre outros, se enquadram nas drogas lícitas, as quais são usadas como forma de aliviar problemas cotidianos, psicológicos, ou até mesmo como válvula de escape para rotina estressantes.
Convém destacar ainda que os usuários de drogas ilícitas utilizam-na em busca de satisfação, prazer momentâneo, ou ainda um alívio ao sofrimento. Schopenhauer dizia que o limite do campo de visão de uma pessoa é determinada pelo mundo que a cerca, portanto, o usuário de drogas não tem a noção de estar se tornando dependente dessa substância e o quão ela faz mal a sua saúde, apesar de trazer uma solução momentânea para o problema.
É necessário, portanto, promover ações as quais alterem esse quadro. Logo cabe à família dos dependentes químicos a tarefa de auxiliar no tratamento, por meio de amparo familiar, com o propósito de retirar essas pessoas do vício. Ademais, é essencial que o governo por meio de palestras e campanhas, alerte a população acerca dos problemas causados pela dependência a fim de levar a informação ao maior número de pessoas. Com essa medida, espera-se um Brasil mais informado e educado quanto ao uso dessas substâncias.