Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 03/04/2019
O termo “dependente químico” pode ser definido como aquele que não consegue controlar sua vontade de usar substâncias que irão promover efeitos psíquicos. Dessa forma, normalmente estes efeitos serão buscados como uma forma de isolar-se de suas respectivas realidades, pois não conseguem suportar a pressão psicológica imposta pela sociedade, ou seja, o desafio para o tratamento se dá, uma vez que o mundo contemporâneo além de oprimir com seus padrões também limita-se em ajudar quem realmente precisa, fazendo o indivíduo fugir do tratamento.
Primeiramente, de acordo com Isaac Newton, astrônomo inglês, as pessoas constroem muros demais e pontes de menos. Isto é, quando o indivíduo não está bem consigo mesmo ao invés de procurar ajuda ele acaba por se isolar, tornando-se vulnerável à experimentar as drogas, pois estas irão realizar seu desejo que naquele momento é fugir completamente da sua realidade, que pode ser tanto uma frustração familiar quanto financeira. Sendo assim, a pessoa encontrará por um certo período de tempo um êxtase jamais obtido, afastando-se de qualquer ajuda possível que tentar tirar tal satisfação dele.
Por conseguinte, de acordo com Jean-Jacques Rousseau, filosofo social, a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Assim sendo, pode-se dizer que com o convívio social o humano tende a perder a sua humanidade, que pode ser definida como o ato de se importar com as pessoas ao seu redor. Visto que, tornou-se comum ver pessoas em estados deploráveis, aliás existirá apenas uma minoria que realmente irá se importar com esses dependentes químicos e irá ajuda-los.
É tácito que o mundo contemporâneo faz com que o dependente não queira ser ajudado, pois ele tem medo de voltar a sua realidade. Logo, como foi explicado pela doutora Analice Gigliotti a terapia sendo contra a vontade do paciente funcionará da mesma forma, assim cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar mais verbas para a utilização dos métodos curativos que existem, para que se possa persistir no tratamento de dependentes mesmo que contra sua vontade, afim de que, não apenas as pessoas que queiram deixar o vício, mas também as que não querem seja curadas e realocadas às suas famílias e em novos empregos.