Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 07/04/2019
Dependência química consiste numa condição física e psicológica causada pelo consumo constante de substâncias psicoativas. Nesse sentido, o tratamento de dependentes químicos é um empecilho a ser enfrentado, uma vez que por inadimplência governamental e falta de fiscalização, este está sendo realizado de forma padronizada para amenizar gastos estatais.
Em primeira instância, a dependência por afetar também o psicológico, deve ser tratada de maneira individual, de modo a conhecer os problemas específicos de cada dependente para assim elaborar o tratamento adequado. Contudo, hodiernamente tal tratamento é visto no cenário político como gasto sem retorno financeiro, dessa forma, massificam um único método terapêutico para todo o coletivo, tornando-se ineficiente a recuperação, assim, os dependentes abandonam o tratamento e o erário é amenizado.
Em segunda instância, segundo o artigo 196 da Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo-a mediante políticas públicas sociais o acesso universal a serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Entretanto, na prática não é o que acontece, à medida que a falta de fiscalização das clínicas de tratamento contribui para que os dependentes químicos sejam marginalizados da sociedade e o tratamento o qual é a única forma de retira-lós desse âmbito, está sendo submetido a interesses políticos.
É tácito que instituições sociais condicionam a recuperação de dependentes químicos, portanto, cabe ao Poder Midiático, por meio de campanhas e propagandas nas redes sociais, informarem as pessoas das situações desses indivíduos, a fim de que se promova a criação de movimentos sociais, na qual visem a cobrança de fiscalização e formas alternativas de tratamento. Desse modo, com a solicitude social esse cenário será transformado.