Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 19/04/2019
A dependência química pode ser definida como a perda do controle de substâncias química, na qual o usuário não consegue controlar as quantidades consumidas da droga.Sob essa perspectiva, deve-se realçar os desafios do tratamento de dependentes químicos no Brasil oriundos da ineficácia do Estado e do preconceito acerca desse tópico. Nesse contexto, torna-se fundamental analisar os fatores concernente à problemática.
Em primeiro plano, cabe salientar o descaso estatal com a teoria do doente químico como um dos obstáculos para a recuperação desse segmento. Tal conjuntura ocorre pois são poucos os recursos destinados pelo governo para abertura de novas clínicas e vagas para reabilitação, além da falta de capacitação profissional de agentes de saúde. Prova cabal disso, são os dados da Universidade Federal de São Paulos, os quais revelam que pelo menos 28 milhões de brasileiros possuem algum dependente na família. Desse modo, evidencia-se a ineficiência do Estado como um dos aspectos, os quais dificultam a terapia dos toxicômanos.
Em segundo plano, destaca-se a visão preconceituosa perpetuada por alguns núcleos familiares sobre a questão. Segundo o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina de de produção de personalidades humanas.Sob tal óptica,o prejulgamento pela família dificulta a busca por tratamento dos viciados, os quais são vistos como pessoas com desvios morais e fraquezas de caráter, impedindo a adesão familiar da terapia química.Dessa maneira, ressalta-se como fator prejudicial na reabilitação desse grupo os estigmas enraizados na coletividade brasileira.
Mediante o exposto, pode-se inferir que o tratamento dos toxicômanos enfrenta obstáculos no Brasil. Portanto, medidas devem ser tomadas com o intuito de dirimir a temática.Logo, torna-se imperativo que o Ministério da Saúde financie a criação de novas vagas em clínicas de reabilitação e a formação de equipes multidisciplinares como psicólogos, médicos, advogados e assistentes sociais com o intuito aumentar a acessibilidade ao tratamento e a reestruturação da vida desse indivíduo em sociedade Não menos importante, deve ser o papel social da mídia, por meio da teledramaturgia, com a incorporação de personagens interpretando dependentes químicos ,revelando as consequências do uso de drogas e elucidando como ocorre o tratamento com o objetivo de desmistificar conceitos prévios e visões errôneas persistentes na coletividade tupiniquim.Só assim, o dependente químico poder-se-á superar esse ciclo vicioso.