Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 27/05/2019
O número de dependentes químicos no Brasil vem aumentando consideravelmente, tendo em vista vários efeitos que contribuem para isso. Dessa forma, é importante associar a insuficiência de políticas sociais e o crítico sistema de saúde pública brasileiro aos fatores atenuantes que sustentam essa problemática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro lugar, é preciso destacar que os investimentos governamentais sobre o uso substâncias químicas estão focadas na punição como solução, tendo como base a política de “guerra às drogas” - termo aplicado a uma campanha de proibição as drogas, tendo ajuda militar, com o intuito de reduzir o comércio de substancias ilegais. Com isso, instituições de assistência a dependentes químicos, como a exemplo de, alcoólatras e usuários de crack e cocaína, não recebem verbas suficientes destinadas à esfera do tratamento, dificultando assim a reabilitação destes.
Além disso, deve-se evidenciar o preconceito da sociedade com os usuários, considerando-os como doentes e isolando-os da convivência social. Assim, a falta de socialização e socialidade é um fator que submete o homem a profunda angústia, tendo às drogas como justificativa de refúgio deste sofrimento. À vista disso, percebe-se a necessidade da população em agir coletivamente, com o propósito de inserir ex-dependentes no convívio populacional e incentiva-los a procurar um centro de apoio, afim de tornar sua reabilitação mais efetiva.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Governo deve destinar mais verbas para a área de saúde de viciados, com o intuito de que haja a manutenção e a construção de mais centros de tratamentos. Outrossim, é essencial que as instituições sociais, por meio de palestras, conscientizem a população acerca da importância da socialização de dependentes no Brasil.