Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 26/05/2019
Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgado pela a ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, todos os indivíduos tem garantido o direito à saúde. Apesar disso, o número de dependentes químicos só aumenta com o passar dos anos, chegando a 29 milhões de adultos dependentes, segundo o relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Assim sendo, toran-se necessário debater os desafios para o tratamento de dependentes químicos, em especial no Brasil.
Em primeiro plano, é necessário perceber que o tratamento não se refere apenas a combater o vício, e sim a integrar o dependente no corpo social. Segundo o sociólogo Emile Durkheim, um homem quando não está bem integrado com a sociedade, é mais susetível a problemas, seja eles financeiros, psicológicos ou sociais. Logo, esse indivíduo é mais provável a consumir narcóticos quando comparado a um que está apropriadamente integrado. Portanto, é necessário garantir que o dependente químico, ao voltar a esfera social, seja contemplado com total apoio, assim minimizando a possibilidade de uma recaída.
Por conseguinte, é importante ressaltar que o investimento destinado ao setor de tratamento é insuficiente. De acordo com números do Fincon, a prefeitura do Rio investiu cerca de 65% menos entre 2015 a 2017 no acolhimento de jovens dependentes químicos. Esses dados demostram a carência nessa esfera, o que dificulta o tratamento por causa da falta de profissionais, medicamentos e centros, além de impossibilita pesquisas científicas sobre o assunto.
Infere-se, portanto, que o tratamento de dependentes químicos é um grande desafio. Assim sendo, instituições sociais, como a Igreja e ONG´s (organizações não governamentais), devem atuar em favor da população, através de projetos como oficinas de artesanato, música e teatro, afim de garantir que, ao sair de centros de reabilitação, os dependentes tenham um local aonde podem se reintegrar com a sociedade, além de buscar uma possível fonte financeira. Além disso, o Governo, deve, por meio de programas assistenciais, destinar mais verbas para o tratamento de dependentes químicos, a fim de promover a construção de mais centros, além de reformar os já existentes, o que garante a todos o acesso ao tratamento. Feito isso, todos os direitos humanos serão respeitados.