Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 27/05/2019

O uso de drogas não é algo tão incomum como se pensa. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), no ano de 2014, haviam aproximadamente 20 milhões de dependentes químicos no mundo.

Quem usa a droga é, em sua maioria, impulsionado pela curiosidade, a vontade de pertencer a um determinado grupo, pela busca de um prazer imediato ou alívio, entre outras razões. Contudo, muitos que utilizam drogas desconhecem seus efeitos colaterais e, por vezes, acabam se colocando em risco ou outras pessoas, até mesmo familiares.

Dentro do mundo destes que são escravos do vício existem seus gastos como por exemplo: traficantes, o que mantém a sua dependência química; com reabilitação, a qual muitas vezes é feita involuntariamente e à pedido de familiares; tratamento de dependência química no SUS (Sistema Único de Saúde) e entidades privadas, sendo estes um grande peso no orçamento do Governo Federal, cerca de R$87,3 milhões para a contratação destes, visando o tratamento desta doença.

São vários os desafios para se começar a realizar o tratamento, ora pelo dependente químico que não aceita estar necessitado de tais cuidados, ora pelo abandono da família. Sendo assim, muitos familiares e amigos acabam desistindo de buscar ajuda ou então, partem para a internação involuntária. É uma possibilidade a ser buscada em momentos de crise do dependente, já que o mesmo não tem condições psicológicas de discernir quais as melhores escolhas e rumos de sua vida.

Como alternativa de tratamento em casos assim, seria a arteterapia em que é possível trabalhar atividades relacionadas a artes e artesanatos, uma forma de suportar a abstinência, diminuição do uso de medicamentos para conter a mesma, melhoria de coordenação motora e cognitiva do paciente. Poderia-se investir recursos financeiros em mais projetos como a arteterapia ao invés de utilizá-los em combate ao tráfico ostensivo, sendo este ausente de resultados positivos para a sociedade.