Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 24/05/2019

Os dependentes químicos não teriam alcançado as oportunidades para o tratamento médico se, repetidas vezes, não tivessem recebido ajuda de pessoas engajadas no trabalho social. Max Weber, sociólogo alemão, descreve bem essa ideia quando diz que a restauração da saúde física e psicológica, mas também, posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de se dedicar ao tratamento de um grupo marginalizado pelos integrantes dessa mesma sociedade.

Primeiramente, o dever de restaurar a saúde física e psicológica dos dependentes químicos do país está assegurado não só pelos Direitos Humanos, como também pela Constituição do Brasil. Além disso, os pilares de uma república são deixados de lado a partir do momento em que os dependentes químicos estão desamparados devido à carência de maiores investimentos na assistência social do tratamento médico por parte dos próprios brasileiros e governo federal, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente, haja vista que, segundo o filósofo grego Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”.

Paradoxalmente, o Brasil, o qual é considerado como um país acolhedor pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas públicas de inclusão, mas também pela eficiência na restauração da saúde dos brasileiros relacionada à erradicação de doenças, deixa a desejar no que se refere ao tratamento afinco dos dependentes químicos do país, haja vista que, segundo a Revista EXAME, o Brasil retrocede os investimentos da área da saúde pública para a realização dos tratamentos de dependência química ainda intensamente presente na sociedade brasileira.

Os desafios para o tratamento de dependentes químicos, portanto, devem ser alcançados com a iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com os psiquiatras, psicólogos e as famílias dos dependentes químicos de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio do convívio familiar por par parte das famílias dos dependentes químicos, mas também o auxilio de assistência social por parte do governo federal, além do monitoramento psiquiatra e psicológico para que possa saber a situação real em que eles estão dependentes das drogas ilícitas. Além disso, é necessária a realização de trabalhos sociais com o dependente químico para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade do dependente químico afim dele mesmo autorizar a intervenção médica para que ele possa ficar independente das drogas ilícitas, sendo que esses projetos seriam reimplementados anualmente de modo que os tornem uma prática cotidiana na sociedade.