Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 21/05/2019
Os indivíduos buscam ao longo da história criar substâncias que possam resultar na fuga da realidade e no esquecimento das mazelas da vida. A dependência química é considerada uma doença crônica que pode destruir vidas e famílias. Sob esse viés, a falta de discussão acerca da temática faz com que à acessibilidade e a especialização de tratamentos seja para poucos.
É importante ressaltar que à dependência química é um problema de saúde pública, e que segundo dados da ONU, cerca de 0,6% da população mundial usa drogas de forma problemática. Ademais, a falta de acessibilidade e informação dificulta a reabilitação dos indivíduos, que precisam investir em altas mensalidades para obter tratamentos de retratação em clínicas particulares. Em contrapartida, os indivíduos que não possuem condições financeiras para custear os tratamentos são motivados a abandonar o ambiente familiar, e buscar refúgio nas ruas para continuar alimentando o vício.
Cabe mencionar que, quando possuem à oportunidade de usufruírem da reabilitação, nem todos os indivíduos se adequam aos métodos convencionais. A escassa variante de tratamentos para dependentes químicos visa, na maioria das vezes, em modalidades de internação que não agradam os “olhos” dos dependentes que enxergam a reabilitação como uma prisão. Outrossim, cada indivíduo tem um jeito diferente de lidar com o tratamento e possui necessidades especificas que normalmente não são atendidas. Por conseguinte, os tratamentos são indicados e conduzidos por somente alguns meses, o que facilita recaídas continuas.
Torna-se evidente, portanto, que à dependência química deve ser combatida e amenizada arduamente. Nesse contexto, os Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social em conjunto, devem promover investimentos em ONGs e centros psicoterapêuticos que possam diretamente criar tratamentos alternativos, diferenciados e contínuos voltados a restauração psicológica dos dependentes químicos. Em outra parte, o Ministério da Saúde deve utilizar o departamento de publicidade da Secretária Especial da Comunicação Social, para divulgar os novos investimentos nas ONGs e nos centros psicoterapêuticos com tratamentos diferenciados e acessíveis à população. Dessa maneira, com os investimentos necessários os atendimentos aos indivíduos necessitados poderão ser realizados sem nenhuma restrição.