Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 26/05/2019

A prevenção e a propagação da dependência química

A ideia de que o consumo de drogas é um fenômeno recente é um equívoco. Ao longo da história humana, a presença de drogas revelou-se de várias formas e em diferentes sociedades, na ciência, na religião, nos rituais e na cultura. No brasil não foi diferente, de Cabral até hoje, a evolução no consumo de drogas tem gerado um dos piores problemas de saúde pública no Brasil, a dependência química.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo, com base em dados coletados por um estudo realizado, estimam que aproximadamente 6% dos brasileiros são dependentes químicos. Mas de onde vem um número tão alarmante? Começa-se pelo cigarro, passa pelo álcool e vai até o crack e outros entorpecentes.  A dependência química inicia quando o indivíduo já não consegue mais ter controle sobre a falta da substância, ou quando a falta da mesma gera reações físicas e/ou psicológicas, não tendo o usuário mais domínio sobre seu uso.

No Brasil,  existem políticas públicas voltadas para o tratamento de dependentes químicos, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), formados com equipes multiprofissionais, que utilizam meios alternativos de tratamento: pinturas, oficinas de arte e atividades interdisciplinares. Tais centros precisam ser ampliados e de forma integrada, junto com as clínicas de reabilitação, proporcionar um tratamento personalizado e holístico para cada dependente, atendendo a todas as áreas da vida do usuário, tentando reduzir os danos causados pela dependência química com terapias intensivas.

Portanto, como todo problema de saúde pública, a prevenção é o meio mais eficiente para evitar um número exponencialmente maior de dependentes químicos nos próximos anos. Publicidade nas mídias sociais, na TV, palestras nas escolas de todo o país alertando os jovens sobre o perigo da dependência química são essenciais para diminuir essa problemática.