Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 27/05/2019
A dependência química é uma doença ainda sem cura, que exige um processo contínuo de reabilitação do indivíduo sofredor dessa condição. A enfermidade demonstra-se um desafio devido aos impactos na saúde e na sociedade como um todo acarretados por ela. Nesse sentido, o Brasil ainda se distancia substancialmente do ideal, fazendo-se necessário entender os principais obstáculos sociais e na eficácia das alternativas de tratamento existentes .
Primeiramente, a dependência química deve ser tratada como um problema de saúde pública. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é como um órgão humano, se algo está funcionando mal, pode haver o colapso dessa estrutura. Nesse sentindo, sabe-se que o abuso de substâncias psicoativas atua não só em um grau individual, mas também no coletivo, afetando diretamente a sociedade como um todo, devido a problemas como o tráfico de drogas. Logo, o controle do abuso dessas substâncias se mostra um desafio visto que deve haver uma intervenção eficaz em todos os âmbitos afetados por esta problemática.
Ademais, outro fator que torna ainda mais difícil lidar com a compulsão pelo uso de substâncias químicas é a necessidade da personalização do tratamento do indivíduo que sofre dessa condição. Sabe-se que nenhuma terapia se demonstra eficaz para qualquer sujeito, já que cada um apresenta necessidades múltiplas e diferenciadas. Nesse sentido, achar a correta forma de tratar exige que o acompanhamento seja longitudinal e adequado para cada fase do processo de reabilitação, não só da pessoa em si, mas também dos familiares, que acabam por sofrer com a doença junto com o portador.
Sabendo, pois, dos problemas sociais e dos desafios de achar um tratamento adequado, faz-se mister uma ação interministerial, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e da Saúde, evidenciando o “Dia Nacional de Combate às Drogas”, promovendo palestras gratuitas em escolas e praças públicas, com a participação de médicos, psicólogos e assistentes sociais, visando informar a população sobre a doença em si, e orientar sobre quais atitudes tomar diante desse problema, intervindo a curto prazo. Deve haver também o investimento em comunidades terapêuticas por meio do Governo Federal, para que a longo prazo seja dado o aporte de recursos necessários para intervir eficazmente no problema, para que assim, os desafios acarretados pela problemática possam ser superados.