Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 07/06/2019

No Brasil a dependência química se torna um problema cada vez maior de Saúde Pública. São poucas as verbas repassadas para políticas públicas que visam o acolhimento e o tratamento desses dependentes. Além disso, a padronização de tratamentos e a falta de multiprofissionalidade não dão o apoio necessário para que o dependente continue em abstinência após saírem das clínicas, fazendo com que muitos voltem para o mundo das drogas.

Nas grandes cidades, ainda mais do que outras, se vê comunidades de dependentes vivendo em extrema precariedade, em locais de grande contaminação de doenças, alimentando seus vícios constantemente. Muitos ao faltarem dinheiro para as drogas, voltam a suas casas para obter mais, num ciclo constante de frustrações e instabilidade familiar. Com isso, muitas famílias sem saber o que fazer acabam por sustentar o vício por anos, no entanto, isso apenas dá o suporte para que esses continue no mundo das drogas.

Além do mais, a padronização de tratamentos realizados nas clínicas não tem sido eficaz, pois cada paciente necessita de um tratamento específico para que todas as suas limitações sejam trabalhadas da melhor forma. Além do tratamento de abstinência, nota-se a necessidade de terapias durante e após a saída dos dependentes das clínicas. No entanto, não é o que acontece em muitas casas de recuperação pela falta de acesso aos profissionais.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde implemente tratamentos que se adaptem para cada paciente, afim de que foquem em cada tipo de dependência e fragilidade dessas pessoas. Além disso, que o Governo disponibilize um maior número de profissionais que possam dar o apoio e mostrar a correta conduta tanto para os viciados quanto para os familiares, fazendo com que essas pessoas recebam o tratamento o mais rápido possível e saiam das ruas, possibilitando com isso, a retomada de suas vidas e o controle da doença.