Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 21/06/2019
Utilizadas desde os primórdios da humanidade, as drogas sempre estiveram presente nas culturas humanas, seja de forma velada e aceita dentro das amarras sociais, assim como o álcool e tabaco, ou em ritos religiosos, e, até mesmo para uso recreativo. Nesse cenário, o indivíduo que perdeu sua capacidade de escolha entre fazer uso ou não dessas substâncias, é denominado dependente químico. Nesse viés, em consonância para com o artigo 6 da Constituição Federal, pode-se afirmar que, o estado deve assegurar a saúde e bem estar de todos, contudo, em face a guerra às drogas e a banalização do uso das mesmas, ocorre a realocação de recursos de áreas basais, como a saúde. Dessa maneira, urge a discurssão dos impasses para o tratamento de dependentes químicos.
Em primeiro plano, é válido mencionar que a política da Lei Seca nos EUA foi um fracasso, posto que consistia na proibição da venda e fabricação de bebidas alcoolicas, além de criar o tráfico de bebidas e prisões arbitrárias. Paralelamente, a nação tupiniquim, ainda insiste nessa política proibicionista, tendo como fruto inegável, a guerra às drogas. Nesse cenário, além de ineficiente, ela ainda promove a superlotação dos presídios, ademais, mina recursos de áreas vitais, como a saúde e educação. Outroassim, segundo o dossiê da revista Exame, a abordagem de países desenvolvidos baseia-se na implementação do controle através da legalização. Faz-se mister, portanto, a reformulação das políticas publicas de controle de drogas, por meio de adaptação de exemplos bem sucedidos para a realidade tupiniquim.
Em segunda análise, é válido destacar que a banalização das drogas possui efeitos deletérios na sociedade, tais como a naturalização de drogas como o tabaco em álcool. Diante disso, a falta de empatia para com os dependentes químicos dessas drogas é indubitável, sendo, portanto, aceita no âmbito social , tendo como caso mais notório a canção da banda La Furia,denominada Fabio Assunção, em referencia ao ator que sofre do abuso de drogas. Ademais, há ainda a hostilização e marginalização dessa parcela da população, até mesmo em ambientes clinico-hospitalares, assim, os dependentes se sentem inibidos e constrangidos de buscar por ajuda.
Pode-se concluir, portanto, que as atuais medidas para o tratamento de dependentes químicos são infrutíferas. Assim, urge ao Poder Legislativo por meio de decretos, a gradativa legalização de algumas drogas, com base em exemplos bem sucedidos de países desenvolvidos, com a finalidade de realocar e arrecadar recursos financeiros, de modo que, o estado consiga assegurar seu dever basal, o direito à saúde de todos. Ademais,faz-se mister, que o Governo, por meio de propagandas na TV e Rádio, esclareça a população, de forma que a banalização das drogas e preconceito com dependetes seja mitigada.