Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 24/06/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, e ao bem-estar social. Conquanto, a ineficiência da gestão pública para o tratamento de dependentes químicos no Brasil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Nesse contexto a educação e a saúde são fatores determinantes no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui sistemas públicos de ensino e saúde eficientes. Contudo, a realidade é justamente o oposto e resultado desse contrate é claramente refletido no aumento de dependentes químicos entre a população jovem. Segundo a OMS pessoas que fazem uso de drogas no mínimo uma vez por semana, já é considerada dependente. Diante do exposto, é notório que as drogas ilícitas representam uma pequena parte se comparada com o álcool e o cigarro.
Faz-se mister, ainda, salientar o a falta de abordagem do tema “dependência química” nas escolas, sendo essa ausência pedagógica um impulsionador do aumento de jovens usuários. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é certo que não basta projetos de recuperação para os dependentes e deixar as futuras gerações vulneráveis e sem conhecimento cientifico do problema.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que politicas públicas de saúde eficazes para a recuperação de dependentes químicos sejam adotas, o Ministério da Saúde em Conjunto com o MEC devem desenvolver nas escolas de todo País palestras para minimizar o consumo das drogas lícitas e ilícitas nas gerações futuras. Além disso o Poder Executivo através do SUS deve ampliar o número de médicos psiquiatras para atendimento na rede pública, e criar subsídios para planos de saúde que atendam esta modalidade de tratamento. Dessa forma, o Brasil poderia superar o a dependência química através da saúde de qualidade e da educação preventiva.