Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 25/06/2019

Em 1984 nasceu o Centro de Apoio Psicossocial (CAPs), com propósito de acolher o cidadão em condição de vulnerabilidade. No entanto, no Brasil, a concepção acerca das drogas configura-se como prejuízo ao evidenciar desafios que limitam a sua expansão. Por conseguinte, a fragilidade em combater o vício corrobora na dependência patológica e na exclusão social, sendo necessária uma atuação mais decisiva de autores estatais e sociais para conter a problemática. Ademais, é relevante abordar o preconceito, ocasionado pela alienação massificada, bem como o influxo político-econômico como desafio para superar a reprovação comunal.

Com efeito, ao analisar o preconceito, segundo a Organização Mundial da Saúde, a dependência química está vinculada a diversos fatores e uma delas é a banalização dos motivos que levam os indivíduos ao uso abusivo de narcóticos. Logo, na atual realidade, o tédio, assim como na década de 70 – identificada como Mal do Século- é vivenciado, principalmente, por jovens, os quais utilizam as drogas como escapismos das insatisfações diárias. Essa situação, é ainda mais preocupante quando as informações dos malefícios são irrelevantes frente ao número de gestos aversivos e alienantes, os quais corroboram no distanciamento das intervenções necessárias.

Outrossim, na tangente à perspectiva da precária dinâmica institucional, nota-se a sua fortificação pela ação negativa de um contexto político. É preciso, então, reconhecer a falta de estratégia diante do crescente geométrico de internações entre a faixa etária de 14-20 anos, conforme apresenta o Proerge, por dependência química. Seguindo esse raciocínio, é sabido a importância dos saberes acerca da manutenção desse índice, e o desequilíbrio familiar é uma delas, visto que o distanciamento desse vínculo impede o diálogo e a participação afetiva nas transformações e nas escolhas. Entretanto, a ideia constitucional de tratar os desiguais na medida de suas desigualdades é válida no tocante a aplicar recursos em ações profiláticas para evitar consequências com maiores prejuízos.

Diante do Exposto, realça-se a dualidade como fator que inibe o combate às drogas. Dessa forma, o Ministério da Educação deve investir em projetos engajados, por meio de palestras, as quais informem à sociedade as causas e consequência que levam ao uso de entorpecentes, com intuito de romper preconceitos e tabus- e a banalidade, referida pela OMS, não seja mais evidenciada-. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento deve promover políticas públicas, por intermédio de recursos tecnológicos, que viabilizem as áreas com maior índice de instabilidade familiar e propicie à aproximação de pais e filhos, com intuito de manter linear o diálogo, e assim o CAPs se torne um instituto compreendido e participativo por todos em prol da recuperação daqueles que precisam.