Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 29/06/2019
Estudos demonstram que a Cannabis Sativa (nome cientifico da maconha) já era consumida a mais de mil anos antes de Jesus Cristo. Atualmente a venda da maconha é proibida, mas seu consumo vem sendo cada vez maior. Nesse contexto, o tratamento dos dependentes químicos no Brasil se torna inviável, devido não só ao aumento do consumo de drogas, mas também pela ineficácia dos tratamentos realizados em clínicas de reabilitação no Brasil.
Em primeiro lugar, o combate ao tráfico de drogas no Brasil é ineficiente, o que possibilita o aumento do consumo de drogas. Isso pode ser verificado através do orçamento de segurança pública do estado do Rio de Janeiro, em que 14% de todos os gastos é destinado apenas ao combate do tráfico, mas por outro lado o número de internações de usuários de drogas aumentou em 30% nos últimos 10 anos, segundo o site “Hoje em Dia”. Dessa forma, o aumento do número de usuários, devido a ineficácia da política antidrogas do Brasil, se tornou um desafio para o tratamento dos dependentes químicos.
Em segundo lugar, as comunidades terapêuticas Brasil utilizam métodos ineficientes para o tratamento dos pacientes. Isso pode ser analisado na reportagem do G1, em que a médica Ester Palácios relatou que os tratamentos feitos nas casas de reabilitação visam apenas mitigar os sintomas, mas não a cura do usuário. Nesse sentido, é necessário que as comunidades terapêuticas sejam mais fiscalizadas para que utilizem métodos eficazes e menos custosos aos cofres públicos.
Portanto, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Para que as internações clínicas psiquiátricas possam surgir efeitos positivos no tratamento dos pacientes, urge que o Governo Federal regularmente métodos de tratamento que busquem a reinserção do paciente de forma menos danosa, por meio de fiscalizações realizadas por órgãos públicos como o Ministério da Saúde. Além disso, para que se possa investir nos tratamentos de dependentes químicos, é necessário políticas de prevenção ao consumo de drogas, por meio de palestras educativas nas escolas, pois como já dizia Immanuel Kant: “É na educação que se assenta o grande problema da humanidade”. Somente assim, o consumo de drogas será mitigado no Brasil, o que possibilitaria o tratamento eficaz dos dependentes químicos.