Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 19/07/2019
No contexto social brasileiro, a utilização de drogas se tornou algo recorrente, principalmente entre os jovens, e o tratamento desses dependentes é ineficaz e deficitário no país. É notório que o falho sistema de saúde nacional contribui com esse entrave, já que o governo investe mais no combate aos entorpecentes por meio dos setores de segurança pública do que em maneiras de recuperar o indivíduo. Atrelado a isso, tem-se o preconceito da sociedade que acaba marginalizando o dependente químico. Sendo assim, intervenções são necessárias.
Em primeira instância, é necessário ressaltar que a esfera pública de saúde brasileira é falha no que tange ao tratamento de usuários de droga. Nota-se que a falta de verbas e investimentos sobrecarregam os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que são unidades especializadas em lidar com essas questões, necessitando assim de mais estrutura para que o trabalho no meio social seja eficaz. É importante salientar também que o governo investe muito no combate às drogas por meio da segurança pública, todavia é necessário que ocorra também financiamento de clínicas e instituições especializadas com profissionais capacitados para tratar e reinserir na sociedade o maior número possível de dependentes químicos. Desse modo, percebe-se que o estado age de forma ineficiente, combatendo a circulação de drogas e não promovendo a saúde daqueles que as utilizam.
Em segunda instância, pode-se citar também que a postura da sociedade perante essa mazela dificulta a sua resolução. Ao se analisar o meio social, fica claro a existência de um preconceito enraizado que marginaliza e isola o indivíduo doente, dificultando assim o tratamento já que a população não o vê como alguém que necessita de cuidados especializados. Outrossim, é importante relatar que essa marginalização acaba levando essa pessoa ao mundo da criminalidade e dessa maneira a recuperação dessa pessoa se torna ainda mais difícil. Com isso, é evidente que esse fato precisa ser combatido para que o auxílio aos dependentes químicos seja mais eficiente.
Portanto, é possível inferir que o deficitário sistema público de saúde e a postura da sociedade diante desse problema dificultam o tratamento de usuários de drogas no Brasil. Por conseguinte, é necessário que o Ministério da saúde, por meio do SUS, promova a ampliação do Caps e a criação de instituições estruturadas e altamente especializadas nesse âmbito, para tratar, recuperar e ressocializar de forma mais eficiente os dependentes químicos. É importante também que ocorra uma associação entre ONG´s, grandes empresas digitais e igrejas, com o intuito de promover uma campanha de conscientização na sociedade acerca de como agir com pessoas que utilizam entorpecentes, por meio de propagandas e redes sociais. Dessa maneira, essa mazela atingirá menores proporções.