Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 23/08/2019

A Revolta da Vacina, no Brasil, durante a República Velha, foi uma intervenção realizada pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, a pedido do Presidente Rodrigues Alves, na qual o intuito era vacinar a população, porém as pessoas não entenderam o motivo, e muitos foram vacinados contra a própria. Contudo, no limiar do século XXI, as dificuldades para realizar uma internação compulsória de dependentes químicos no Brasil, apresenta uma grave patologia social. Nessa perspectiva, a inadvertência do Governo e a negligência de famílias, gerada pela “Sociedade do desempenho”, ocasionam consequências deletérias à sociedade. Logo, com o escopo de mitigar tais infortúnios, medidas familiares e estatais são fulcrais.

Efetivamente, a má estrutura do Governo brasileiro apresenta uma grande entrave para a solução sobre os de dependentes químicos, haja visto que o pouco investimento na saúde pública pode interferir no tratamento de tais indivíduos. Nesse contexto,o atual Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, autoriza uma lei para a internação de dependentes químicos pelo poder público mesmo contra a própria vontade.  Dessa forma, a grande maioria das pessoas internam algum parente, majoritariamente, sem a vontade do próprio, visto que a família não tem tempo para cuidar, posto que muitos trabalham o dia todo.  Em face disso, a Governo deve agir nessa mácula social.

Decerto, as famílias do território brasileiro, estão ficando cada vez mais sem tempo para cuidar de indivíduos com problemas, por exemplo, os dependentes químicos. Nesse panorama, o filósofo Byong-Chul Han relata que a sociedade do século XXI é relacionada ao desempenho, ou seja, sempre procurando se qualificar mais para o mercado do trabalha, assim, ficando sem tempo de resolver problemas familiares. Em decorrência disso, o indivíduo será enviado para centros de recuperações, no qual irá tentar se tratar o mais rápido possível, em razão de tentar voltar para perto da família. Entretanto, quando retorna para casa, pode ter recaídas ao ver o local que usava tais substâncias. Acerca dessa lógica, a família deve agir no enfrentamento a esse viés.

Destarte, a fim de atenuar tais efeitos o Governo deve realizar atividades em postos de saúde, para os dependentes químicos não saírem de sua devida casa, assim não sentindo saudades e, consequentemente, não acontecendo doenças psicológicas, por intermédio do Ministério da Saúde, com o fito de realizar a medida correta. Outrossim, a família, como instituição formadora de opinião, deve, desde a infância, ensinar os atos corretos para cuidarem de seus familiares caso algo aconteça, a fim de todos os problemas serem resolvidos. Dessa maneira, para um indivíduo ser internado, será comunicado antes e, assim não acontecendo como a Revolta da Vacina