Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 11/09/2019
Funcionando como a primeira lei de Newton, na qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento a não ser que seja aplicada uma força suficiente, capaz de alterar o seu percurso, a dependência química é um grave problema do Brasil. Com isso, ao invés de atuarem como a força descrita por Newton, capaz de mudar essa problemática da permanência para à extinção, a combinação de fatores familiares com políticos acaba contribuindo para a situação atual.
Segundo pesquisas do Portal G1, a maioria dos dependentes químicos não possue um bom relacionamento familiar e, por conseguinte acabam não tendo o devido apoio para largar as drogas. Prova disso, é justamente um dos fatores que caracteriza esse problema, o abandono. Muitos usuários não possuem perspectiva de mudar de vida e abandonar os seus vícios, pois para eles, a solidão de não ter sua família ao seu lado, é preenchida pelas drogas. Assim, por não darem o devido apoio emocional, muitas famílias acabam contribuindo para a situação atual.
Ademais, por ser uma questão de saúde e de segurança pública, a dependência química deveriar ser encarada com mais seriedade pelo Estado brasileiro, no entanto, pouco é feito para reverter isso. O sistema de saúde pública não proporciona uma assistência de qualidade aos usuários de drogas, pois são poucos os postos de saúde que possuem psicólogos e psiquiatras o que, evidentemente, dificulta a recuperação dos indivíduos. Outro fato importante, é a visão, muitas das vezes, repressora do Estado para com dependentes químicos, tratando-os como marginais que devem ser detidos pela polícia, ao invés de ajudados por psicólogos e psiquiatras. Desse modo, a falta de políticas públicas e investimentos que visão amparar os usuários de drogas, corroboram para a situação atual.
Portanto, faz-se mister, que medidas sejam adotadas para reverter esse quadro. Seria interessante que a mídia , através de filmes, novelas e noticiários, mostrasse a importância do apoio familiar para o tratamento dependentes químicos e, dessa maneira, tentar aproximar as famílias e os usuários. Outrossim, cabe ao Governo Federal e aos governos estaduais agirem em conjunto, com programas de acolhimento e de apoio psicológico sendo feitas pela rede pública de saúde e, assim, tentar mudar a realidade desses brasileiros. Tais medidas atuarão como a força descrita por Newton, capaz de mudar essa problemática, da permanência para à extinção.