Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 09/10/2019

O escritor inglês Thomas More, em sua obra ‘‘Utopia’’, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa no Brasil ,hodiernamente, é o oposto do que o autor prega, uma vez que os desafios que envolvem o tratamento de dependentes químicos no Brasil apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto não só do descumprimento de direitos garantidos na Constituição Federal de 1988, mas também do escasso debate sobre os benefícios gerados à esses indivíduos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, é crucial pontuar que o não exercício das condições de cidadania promulgadas na Carta Magna, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que tange à criação de mecanismos que cessem tais recorrências. Segundo o pensador britânico Thomas Hobbes, no livro ‘‘Leviatã’’, o Estado é responsável por manter a organização de toda a sociedade e garantir o seu bem-estar, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, esses cidadãos não têm o amparo necessário e a sociedade desconhece as vantagens que os tratamentos podem oferecer. Desse modo, torna-se imprescindível a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é necessário ressaltar a precária discussão sobre os benefícios dos recursos terapêuticos como promotora da problemática. De acordo com o portal de notícias da Rede Globo (G1), as internações pelo uso de drogas ilícitas aumentaram em 350% nos últimos 20 anos. Partindo desse pressuposto, a baixa compreensão sobre a real importância do assunto por pais e escolas, tem por consequência o ínfimo debate, que corrobora, portanto, ao aumento desses índices. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço desse problema na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios para o tratamento de dependentes químicos, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde (MS), em parceria com ONGs que apoiem a causa, será revertido na ampliação de políticas fiscais que, além de inspecionar, punem posturas que ferem à cidadania desses cidadãos, aulas informativas para toda a população e publicações elucidativas em redes sociais, através de palestras, visitas frequentes aos colégios e reuniões abertas ao público, com o fito de não só expandir o diálogo relacionados ao tema, como também seus valores éticos e morais. Desse modo, a problemática atenuar-se-á, em médio e longo prazo, e a coletividade alcançará a Utopia de More.