Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 27/10/2019

Segundo o ativista político e ex-presidente sul africano Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. No entanto, o grande número de usuários de drogas no país apresenta-se como um grande desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira. Nesse sentido, convém analisar causas, consequências e possível medida para reduzir essa problemática.

De acordo com uma reportagem do canal televisivo Globo News, raramente há instituições especializadas no tratamento de usuários de drogas que estimulam a educação dos paciente. Isso dificulta a vida dos indivíduos nessas condições, visto que, muitos não possuem boa escolaridade e após superarem essa adversidade, muitas vezes retornam aos entorpecentes, pois não conseguem obter oportunidades de trabalho, por conta da baixa formação escolar.

Além disso, segundo uma publicação do portal de notícias G1, três clínicas para dependentes químicos foram fechadas no Rio Grande do Sul em 2019, após serem denunciadas por maus tratos contra os seus pacientes. Ocorrências como essa são recorrente no país, o que torna a reabilitação do indivíduo ainda mais difícil, por conta do preconceito no local que deveria ampará-lo.

Desse modo, a fim de seguir o ideal de Nelson Mandela e reduzir o número de viciados em drogas, o governo federal não só deve continuar fiscalizando as clínicas de reabilitação para evitar casos de maus tratos, mas também, por meio do Ministério da Educação, pode estimular o acesso a educação aos dependente químicos, através de cursos preparatórios para o Encceja e profissionalizantes, como o Pronatec, para inseri-los no mercado de trabalho. Essa atitude, consequentemente, reduziria o número de dependentes químicos e permitiria uma maior ressocialização  dessas pessoas na sociedade.