Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 01/11/2019
No Brasil, o abuso excessivo das drogas ilícitas persiste nas grandes cidades, criando pólos de marginalização e uso desses entorpecentes, tal como a Cracolândia da cidade de São Paulo. Todavia, nesse cenário, é de urgência a eficácia de políticas públicas para tratar os dependentes químicos, uma vez que em situação miserável, perdem o direito à vida, assim como é assegurado pela Organização dos Direitos Humanos, e agravam maiores quantidades de furtos, promovendo a violência.
Em primeiro plano, a prefeitura de São Paulo no ano de 2017, gestão do ex-prefeito João Dória, rompeu com a política social já existente, a “De Braços Abertos”, que consistia em reduzir os danos, a longo prazo, causados pelo uso abusivo das drogas, oferecendo moradia, trabalho, alimentação e renda para os viciados da Cracolândia. Feito isso, a nova política instalada no lugar não só cortou com grande parte do auxílio social praticado, como também usou da autoridade policial para expulsar a força os dependentes da região, a fim de “revitalizar” a área. Entretanto, houve aumento significativo na região, segundo o 3º Distrito Policial, foram registrados uma alta de 44,4% no número de furtos, com 7,3 mil ocorrências.
Em segundo plano, o reflexo dessa política instalada na cidade de São Paulo, demonstra a forma como o Estado encara de forma equivocada o tratamento perante os usuários de drogas, visto que se condena o uso mas não o resolve. É evidente, a necessidade de políticas como a da “De Braços Abertos” na qual, lida com o problema de forma a solucionar esse panorama, entendendo que o dependente químico necessita, antes de qualquer fundamento, de dignidade a fim de retirá-los dessa situação precária, mesmo que a longo prazo, condicionando eles a clinicas de reabilitação e por consequência reduzir a marginalidade e promover a proteção à vida.
Em questão dos fatos mencionados, é evidente a necessidade de políticas sociais adequadas voltadas ao tratamento dos usuários de drogas, por intermédio do Governo, garantindo alimentação, moradia e oportunidades de emprego, implementando hotéis sociais e postos de atendimento ao usuário nas regiões alarmantes, lideradas por assistentes sociais e psicólogos qualificados para encaminhá-los a clínicas de reabilitação. Além disso, é indispensável que atividades socioculturais sejam efetuadas com o incentivo de ONGs e instituições religiosas, visto que conseguiria não só acolher os usuários, mas também reuniria inúmeros voluntários dispostos a ressocializar os viciados à sociedade. Por fim, esse cenário precisa de um olhar profundo olhar da sociedade, sem marginalizar ou condenar essas pessoas, a final somos todos cidadãos.