Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 16/05/2020
Brasileiros submissos às drogas
O consumo do que se denomina drogas, data do período em que o território brasileiro era majoritariamente habitado por índios, esses usufruíam de substâncias tóxicas naturais para fins medicinais, manifestações religiosas e rituais. Contudo, com os avanços industriais e tecnológicos, tais substâncias passaram a ser submetidas a inúmeros processos, os quais acarretam em diversos efeitos colaterais, tornando seu uso popular entre milhares de pessoas, principalmente jovens que introduzem-se ao consumo seja por curiosidade ou más companhias, e não visualizam os malefícios que as mesmas causam á saúde, deste modo sendo constituído um problema público.
A introdução ao mundo das drogas pelos jovens é comumente associada ao consumo de álcool, isto é, os adolescentes iniciam ingerindo bebidas alcoólicas, e mais tarde, seja em festas ou através de amigos já dependentes, acabam por experimentar drogas ilícitas, contudo, tal curiosidade pode acarretar em graves consequências como o vício. Um estudo sobre o uso de drogas no Brasil realizado em 2012 (Lenad 2012) apontou que 62% dos brasileiros que experimentaram maconha e 45% dos que experimentaram cocaína o fizeram antes dos 18 anos. Tal afirmação aglutinada a um levantamento feito pela Unifesp que apontou que cerca de 8 milhões de brasileiros são dependentes de maconha, álcool ou cocaína, apresenta altas e preocupantes taxas, destacando a adversidade.
Além dos danos físicos e mentais em adultos, a dependência química na adolescência, é ainda mais prejudicial, corroborada ao fato de os órgãos não estarem completamente formados, causando danos fisiológicos maiores, além do mais, acarretando ao possível desenvolvimento de doenças psicológicas, como depressão. Vale ainda ressaltar a alta letalidade decorrente às drogas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o consumo das mesmas causa cerca de 500 mil mortes anuais. O que manifesta veracidade aos argumentos apresentados.
Por ser um problema em crescimento, torna-se necessário a execução de ações em prol da redução das atuais taxas de dependência e morte relacionadas as drogas. Torna-se necessário a contribuição do Governo em conjunto com o Ministério da Saúde, na criação de clínicas de recuperação à dependentes, acoplado ao auxílio da família, visto que, muitas vezes o dependente não tem condições, sozinho, de pedir ajuda. Sobretudo, é indispensável o apoio da escola na formação de jovens que tenham consciência dos malefícios do consumo de tais substâncias, disponibilizando palestras e discussões sobre o assunto. Agregando, também, à mídia com divulgação de campanhas de conscientização, reduzindo, deste modo, o índice de brasileiros submissos às drogas.