Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil
Enviada em 19/03/2020
Álcool. Crack. Cocaína. Cigarros. Esses são alguns dos principais vilões da dependência química no Brasil. Desse modo, os motivos que levam o cidadão a tal vício, podem ser diversos, como a desigualdade e exclusão social, outrossim, a falta de estrutura do país para lidar com os dependentes acaba sendo mais um problema.
Portanto, segundo Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do próprio homem”, sendo assim, a desigualdade entre o povo e a soberania de uns sobre os outros acaba levando pessoas de algumas classes excluídas - como mendigos, jovens com depressão, pessoas solitárias, entre outros - a procura de uma “saída de emergência” que, bem provavelmente, são as drogas. No mais, o vício causado por elas acaba afetando a saúde desses indivíduos.
Além disso, o país não dispõe de estruturas para acolher todos os usuários que necessitam de internação e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a dependência química é uma doença, portanto, gera um aumento na quantidade de doentes não tratados no país, dessa forma, a saúde pública acaba sendo afetada e, consequentemente, o Índice de Desenvolvimento Humano da nação pode diminuir.
Dado o exposto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde realize campanhas e projetos para o encontro e aproximação de pessoas de diferentes grupos sociais, com intuito de compartilharem suas experiências e dores, por meio da disponibilização de espaços supervisionados por profissionais da saúde mental. Outrossim, é necessário o investimento na construção e a contratação de profissionais capacitados para clinicas de desintoxicação e reabilitação social, possibilitando que usuários dependentes sejam tratados de forma devida.