Desafios para o tratamento de dependentes químicos no Brasil

Enviada em 21/03/2020

O livro “A última pedra”, de Rogério Formigoni, traz relatos de alguém que se viu atolado no mundo das drogas e, com esforço, conseguiu se recuperar. A obra tem como intuito motivar quem precisa fugir dessa realidade, mostrando que há uma cura. Dependentes químicos precisam de ajuda e de motivação para buscá-la, esta última é escassa por vários motivos. Então, deve-se apoiar e auxiliar esse grupo com urgência, para que possam se reabilitar.

É necessário que a sociedade tenha empatia e seja compreensiva com usuários de entorpecentes. O abandono familiar por causa das drogas é mais comum do que se pensa. Quando a família vê que há rejeição ao tratamento, lida com custos altos deste, e, principalmente, quando o indivíduo tem uma recaída, a tendência é que ele seja abandonado por ela. Como consequência, ele se afunda mais no mundo das drogas, recorre aos crimes para poder comprar suas substâncias, e, por fim, acaba morto.

Além disso, quando a pessoa recebe apoio para se tratar, depara-se com clínicas lotadas e listas de espera. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Sáude), entre 2012 e 2015, as internações por uso de narcóticos decaiu. Isso é muito grave, pois quando o efeito de abstinência age no indivíduo, sua motivação para se tratar acaba. Quando o usuário busca ajuda, é necessário que o atendimento seja rápido e dure o tempo adequado a ele, sendo, inclusive, um tratamento personalizado - pode ser apenas uma terapia em grupo ou uma internação com medicação.

Portanto, é fundamental que um dependente químico receba todo o apoio possível, e, assim, consiga se restabelecer. Para tal, ONG’s de recuperação às drogas podem criar campanhas de arrecadação financeira e de recrutamento de ajudantes, para, assim, abrir mais clínicas, conscientizando, também, as famílias deste grupo, fazendo-as entender a importância da ajuda familiar e os motivos que levam alguém a recair ou a rejeitar o tratamento. Logo, a longo prazo, a reabilitação de todos os dependentes químicos será uma nova realidade no Brasil.